Ibipitanga Alerta: IBIPITANGA/BA: CASO MANOEL IZIDÓRIO, DOIS RÉUS FORAM JULGADOS E VÃO PEGAR PENA 30 ANOS E 06 MESES CADA UM

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quinta-feira, 5 de outubro de 2017

IBIPITANGA/BA: CASO MANOEL IZIDÓRIO, DOIS RÉUS FORAM JULGADOS E VÃO PEGAR PENA 30 ANOS E 06 MESES CADA UM

IBIPITANGA/BA: CASO MANOEL IZIDÓRIO, DOIS RÉUS FORAM JULGADOS E VÃO PEGAR PENA 30 ANOS E 06 MESES CADA UM


Relembre o caso:
Um assassinato com requintes de crueldade assustou a população da cidade de Ibipitanga (a 588 km de Salvador). O fazendeiro Manoel José da Silva, 72 anos, foi morto a golpes de machado e teve o corpo incinerado após uma discussão com familiares.

Os suspeitos do crime são um filho e três netos da vítima, que confessaram o homicídio e contaram com detalhes como tudo aconteceu. O crime ocorreu no dia 6, mas só foi descoberto no último final de semana com a prisão dos envolvidos.

Os presos foram identificados como Mildo dos Santos Silva, 46 anos, e seus filhos Genivaldo dos Santos Novaes, Adriano dos Santos Silva e Dermivaldo dos Santos Silva, 24. Além deles foram presas Mônica Cristina de Oliveira, Francieli Rosa de Oliveira, esposa de Genivaldo, e Dermivaldo por participação no crime.

Mildo e Dermivaldo morreram após trocar tiros com policiais do 4º Pelotão da 4ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) de Macaúbas.

A prisão dos suspeitos ocorreu após familiares da vítima desconfiarem do comportamento dos suspeitos, que chegaram a ajudar nas buscas pelo fazendeiro que todos acreditavam ter desaparecido.

"Eles ajudavam, mas afirmavam todo momento que não iam encontrar a vítima, que, segundo eles, teria caído em um buraco na mata e foi comido por uma onça. Os familiares desconfiaram da conversa e procuraram a polícia", contou o delegado Mauro Borges Bessa, titular da delegacia local. Durante o depoimento, os criminosos confessaram o crime.

De acordo com a polícia, Manoel teria descoberto o envolvimento do filho e netos em crimes ocorridos na região e teria ido até a casa dos autores conversar sobre o fato. Houve uma acirrada discussão e os suspeitos, com medo de serem denunciados, resolveram matar o idoso.

"Após a discussão, a vítima foi para casa, sendo que à noite recebeu o filho e os netos, que voltaram a discutir e deram uma gravata no pai, que desmaiou. O primeiro golpe de machado foi dado por Dermivaldo, sendo seguido pelos irmãos", disse o delegado.

Logo depois do crime, os suspeitos enrolaram o corpo em uma lona e o colocaram no porta malas do carro de Mildo. Eles levaram o corpo para uma carvoaria e atearam fogo. Antes de deixar o imóvel onde ocorreu o crime, pai e filhos teriam limpado toda a casa para não deixar vestígios.

Confronto

Um dia após o crime, familiares de Manoel estiveram na delegacia e registraram seu desaparecimento. "Foi quando souberam da discussão da vítima com o filho e netos e começaram a desconfiar. Policiais militares foram até a carvoaria e, em conversa com Adriano e Genivaldo, estes acabaram por confessar o crime", contou o delegado.

Ao irem até à casa de Mildo, os policiais foram recebidos a tiros. Um soldado foi ferido com um tiro no rosto. "O Dermivaldo, que atirou no policial, e o pai fugiram e foram encontrados dois dias depois em um sítio. Houve troca de tiros e eles foram alvejados e morreram após dar entrada no hospital", informou Mauro Bessa.

Genivaldo foi preso no sábado e encaminhado para a delegacia. Lá, ele e o irmão Adriano voltaram a confessar o crime e contaram detalhes do assassinato. Em depoimento à polícia, descobriu que os irmãos praticavam vários delitos na região, a exemplo de um latrocínio que vitimou Cândido José de Oliveira, sogro de Genivaldo.

"Este crime ocorreu em 14 de janeiro deste ano na cidade vizinha de Rio de Pires e foi praticado pelos irmãos com a ajuda de um homem identificado como 'Negão de Maria'", afirmou o delegado.

O delegado informou que apenas alguns pedaços de possíveis ossos foram encontrados misturados às cinzas no forno. O material foi recolhido e encaminhado para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) para ser realizado exame de DNA. Só assim será possível confirmar que os restos mortais são de Manoel José.


Os suspeitos foram indiciados por homicídio qualificado, tentativa de homicídio, formação de quadrilha e ocultação de cadáver. Por medida de segurança, o delegado solicitou a 24ª Coorpin a transferência deles para outra unidade.

GOVERNO DA BAHIA

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