Ibipitanga Alerta: Professor nina bebê para aluna assistir à aula

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sexta-feira, 2 de março de 2018

Professor nina bebê para aluna assistir à aula

Professor nina bebê para aluna assistir à aula 

O professor Alessander Mendes ministrava o conteúdo de direito penal, mas deu uma aula de conciliação, área na qual é especialista, na última segunda-feira (26) em uma faculdade particular de Teresina. Usando de profunda sensibilidade e empatia, ele embalou o pequeno Mateus, de três meses, para que sua mãe, Eliana Figueredo, aluna do 8º período de direito, continuasse assistindo aula.

Professor disse que bebê ficou quietinho  (Foto: Eliana Figueredo/Arquivo pessoal)

Segundo o professor, o bebê estava quietinho durante a maior parte da aula, mas começou a chorar e ele percebeu a tristeza demonstrada pela mãe ao ter que deixar a classe. “Então eu pedi, ‘me dê ele aqui’ e ele parou de chorar. Ela ficou feliz e eu também, foi uma experiência muito legal e meio involuntária. Então um aluno filmou, publicou e muitas pessoas me mandaram mensagem, não entendi muito bem a repercussão”, declarou o professor.

Para Eliana, a atitude do professor não foi surpresa. Segundo ela, ele sempre demonstrou muita sensibilidade durante sua gravidez e sabia que ele seria compreensivo. “Ele que pediu para segurar, quando eu quis sair da sala, porque estava com vergonha do Mateus chorando, não queria atrapalhar a aula. Então ele pediu o bebê e ficou com ele, que ficou quietinho, parou de chorar. Eu achei muito fofo”, disse a mãe de Mateus ao G1.
Eliana leva Matheus para a sala de aula (Foto: Eliana Figueredo/Arquivo pessoal)
Eliana relatou que até tem com quem deixar o filho, mas prefere levar Mateus para a aula porque não quer deixar de amamentar o pequeno aos três meses. Ela é casada e já tem uma filha de oito anos. “Além de não querer parar de amamentar, fico mais tranquila com ele comigo, assim consigo me concentrar melhor na aula”, explicou.

O professor relatou ao G1 que a aula durou cerca de 1h30 e ele precisou ninar o bebê por apenas 15 minutos, tempo em que ele ficou quietinho e logo voltou para o bercinho ao lado da mãe. “Ele parou de chorar, acho que porque eu estava em pé e falando e ele gostou”, contou.

Segundo Alessander, docente há 21 anos, o papel do professor deve ser mediar e não disputar ou medir forças com os alunos. “Eu sou mediador de conflitos e uma das técnicas foi usar a empatia para valorizar e entender aquela mãe, que queria assistir aula. Como professor, não devemos estar disputando, mas auxiliando. Ela estar com um bebê porque precisa não é motivo para eu impedir o conhecimento”, explicou.
FONTE: G1

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